Os astecas habitavam a
região do atual México entre os séculos XIV e XVI, ao longo de dois séculos de
dominação, os astecas formaram um imponente império contendo mais de quinhentas
cidades e abrigando mais de quinze milhões de habitantes. Fundaram no século
XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região
de pântanos, próxima do lago Texcoco.
A sociedade fortemente
militarizada era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército,
a sucessão dos imperadores astecas não era hereditária de pai para filho, sendo
estes eleitos por um consenso entre os membros da nobreza. A nobreza era também
formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e
trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais
baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o
imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas. Havia
também escravos que serviam à administração militar e também auxiliavam nas
obras públicas. Milhares de artesãos trabalhavam continuamente para construir e
manter os templos e palácios. As
ruínas astecas indicam muito mais grandeza do que qualidade, e embora sua
arquitetura fosse menos refinada que a dos maias os astecas possuíam um sistema
de distribuição de água potável através de aquedutos e rede de esgoto.
Os astecas também desenvolveram
diversas técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas
(ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho e pimenta. O comércio também
tinha grande importância: a troca comercial geralmente envolvia gêneros
agrícolas, artesanato, tecidos, papel, borracha, metais e peles. Assim como os maias, estabeleceram a
criação de um calendário que organizava a contagem do tempo e também cunharam
um sistema de escrita. A escrita dos astecas era dotada de um sistema pictórico
que combinava o uso de objetos e figuras e outro hieroglífico, sistematizado
por símbolos e sons.
A chegada do espanhol Hernán Cortés dizimou quase que completamente o
império asteca. Além de matar pelo ouro, que existia em abundância entre os
astecas, os espanhóis também espalharam doenças. Hoje em dia só restam ruínas
do povo asteca, que já foi um dos maiores povos a existir na América antes da
chegada dos europeus.
Curiosidades sobre os
astecas
- · A civilização asteca derivou do povo tolteca e do povo chichimeca, entre outras tribos anteriores.
- · Outra denominação para o povo asteca é "Mexicas" (por isso o nome do atual país, México).
- · A dieta dos astecas era basicamente dominada pelo consumo de pratos feitos a partir do milho. Além disso, consumiam um líquido extraído do cacau, conhecido como xocoalt, uma espécie de ancestral do popular chocolate. Tabaco, algodão, abóbora, feijão, tomate e pimenta também integravam a rica mesa dos astecas.
- · O consumo de algumas carnes era reservado a membros das classes privilegiadas.
- · Eram politeístas, pois acreditavam na existência de vários deuses. Acreditavam na comunicação constante entre os deuses e os humanos. Havia também a crença de que os deuses podiam entrar no corpo das pessoas.
- · O sacrifício humano era uma prática religiosa comum.
- · As cidades só podiam ser construídas em lugares onde uma águia houvesse comido uma cobra em cima de um cacto. Por isso o desenho de uma águia comendo uma cobra na bandeira mexicana.
- · Tinham um artesanato riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas.
- · O imperador asteca Moctezuma II recebeu amigavelmente o espanhol Hernán Cortez em 1519, e tornou-se até aliado do explorador. Isso causou uma revolta popular em 1520, que culminou com a morte de Moctezuma II. O sucessor do trono asteca, Cuauhtémoc, assumiu e só conseguiu resistir à dominação espanhola até 1521.

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