quinta-feira, 18 de junho de 2015

Nova Inglaterra: As treze colonias

Colônias do Norte:
Massachusetts foi colonizada por protestantes puritanos que vieram da Inglaterra, transportados para a América em um navio chamado Mayflower. Esses imigrantes denominados pais peregrinos tornaram-se famosos pelo compromisso firmado de conviverem juntos, ou seja, em união na América. Os pais peregrinos acreditavam serem eleitos por Deus. Nova Hampshire, Rhode Island e Connecticut.

Colônias do centro:       
Nova Iorque, Pensilvânia, Nova Jersey e Delaware.

Colônias do Sul:
Maryland, Virginia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia. As colônias da América do Norte desenvolveram características econômicas, religiosas e sociais diferentes entre si.

ECONOMIA


Com clima temperado, semelhante ao que existia na Inglaterra, desenvolveram-se atividades econômicas ligadas à pesca, à pecuária, a atividades comerciais e à produção manufatureira. Em virtude da maioria de puritanos na região, a intolerância religiosa também marcou a forma de organização social da região. Na região centro norte a colonização foi efetuada por um grupo caracterizado por homens que pretendiam permanecer na colônia (ideal de fixação), sendo alguns burgueses com capitais para investir, outros trabalhadores braçais, livres, caracterizando elementos do modelo capitalista, onde havia a preocupação do sustento da própria colônia, uma vez que havia grande dificuldade em comprar os produtos provenientes da Inglaterra.
A agricultura intensiva, a criação de gado e o comércio de peles, madeira, e peixe salgado, foram as principais atividades econômicas, sendo que desenvolveu-se ainda uma incipiente indústria de utensílios agrícolas e de armas. Em várias cidades litorâneas o comércio externo se desenvolveu, integrando-se às Antilhas, onde era obtido o rum, trocado posteriormente na África por escravos, que por sua vez eram vendidos nas colônias do sul: Assim nasceu o "Comércio Triangular", responsável pela formação de uma burguesia colonial e pela acumulação capitalista.


Os Colonos


Grande parte dos colonos que chegaram à América do Norte fugia de perseguições religiosas e de dificuldades econômicas. Comunidades inteiras de protestantes emigraram para o Novo Mundo, não só ingleses, mas suíços, escoceses, alemães e irlandeses. O objetivo era criar espaços de vivência onde podiam exercer livremente seus preceitos religiosos. A primeira expedição de puritanos para a América do Norte ocorreu em 1620, quando o navio Mayflower atracou onde hoje se localiza o estado de Massachusetts. Nessa região, os puritanos criaram o primeiro núcleo de colonização, conhecido como Plymouth. Várias colônias foram constituídas e formaram unidades independentes. As grandes distâncias que as separavam não permitiram a existência de um governo centralizado ou de uma unidade política. Assim, as colônias inglesas foram divididas em colônias do norte, do centro e do sul.em períodos diferentes levaram anglicanos e puritanos à América, houve também a expulsão de grande parte da população camponesa dos campos, principalmente com os cercamentos. Esse processo de cercamento de terras por grandes proprietários gerou um inchaço populacional urbano, contribuindo para que parte da população emigrasse para a América do Norte.
A religião puritana contribuiu para a colonização inglesa, no sentido de que a religião preconizava que através do trabalho se poderia alcançar a graça e a salvação divina. Os preceitos religiosos serviram para consolidar uma ética do trabalho, contribuindo para a prosperidade dos colonos e também conformando um rígido código de conduta social.


A colonização inglesa na América


A Inglaterra inicia seu processo de expansão marítima apenas no final do século XV, muito posteriormente a Portugal e Espanha, que desde o século XV haviam se lançado às expedições no oceano Atlântico.
Após a Guerra das Duas Rosas, ocorre a ascensão da Dinastia Tudor, que dá início a formação do absolutismo e desenvolve uma política mercantilista. As expedições inglesas pretendiam a principio encontrar uma passagem para o Oriente. A primeira tentativa de ocupação pelos ingleses ocorreu com Walter Raleigh, que organizou três expedições à região no fim do século XVI, porém não obteve resultados efetivos em virtude dos conflitos com a Espanha e os constantes ataques dos povos indígenas que habitavam o local. Após não conseguir encontrar um caminho para chegar ao Oriente, por volta de 1607 Raleigh consegue estabelecer uma colônia na América do Norte nomeada Virgínia que abre caminho para a criação das subsequentes colônias inglesas.
                                                      
No século XVII, durante o reinado dos Stuart, foram criadas as companhias de comércio, que uniram rei e burguesia para financiar as expedições marítimas e encontrar regiões que pudessem ser colonizadas. O início da colonização da América do norte pelos ingleses se deu a partir da concessão real a duas empresas privadas: A Companhia de Londres, que passou a monopolizar a colonização das regiões mais ao norte, e a Companhia de Plymonth, que recebeu o monopólio dos territórios mais ao sul. Dessa maneira pode-se dizer que a colonização foi realizada a partir da atuação da "iniciativa privada", porém subordinadas as leis do Estado. As companhias teriam o monopólio do comércio e colonização do Novo Mundo, além de propriedades concedidas pelos reis. Em 1606, a London Company procurou reocupar a Virgínia. Na mesma época a Plymouth Company, cuja concessão abrangia o Norte dos Estados Unidos, deu início à ocupação da Nova Inglaterra; em 1620, o navio Mayflower desembarcou um pequeno grupo de colonos puritanos, que fugiam das perseguições políticas e religiosas na Inglaterra. Esse núcleo daria origem à colônia de Massachussets.

Os povos pré-colombianos: Civilização Inca


Os Incas viveram aproximadamente de 3000 a.C. a 1500 d.C. e habitavam a região da cordilheira dos Andes, onde hoje ficam Bolívia, Peru, Chile e Equador. A capital do Império Inca chamava-se Cuzco, e lá havia o maior templo de culto ao deus Sol, o principal deus da religião inca. A mais famosa cidade Inca, Macchu Picchu foi descoberta em 1911. A cidade estava em ótimo estado de conservação e permitiu que estudiosos entendessem mais sobre a arquitetura e costumes da época.
 O imperador Inca, conhecido como Sapa Inca era considerado um deus na terra. A sociedade dividida em grupos era extremamente hierarquizada e formada por: nobres, os governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes, a camada média constituída por funcionários públicos e trabalhadores especializados, e classe mais baixa formada por artesãos e os camponeses. Todos pagavam tributos ao imperador.
A agricultura era sua principal atividade econômica. Plantavam mais de setecentas espécies de vegetais. Os destaques eram as batatas, milho, pimenta, algodão, tomates, amendoim, mandioca e um grão chamado quinua. A caça também tinha seu espaço dentro da economia dos incas. Fornecia carne, couro e plumas que usavam em seus tecidos. Era uma atividade coletiva. Cervos, aves e peixes eram os mais caçados.
Embora fosse um povo extremamente civilizado, não desenvolveram uma escrita como os outros povos pré-colombianos, entretanto criaram um eficiente sistema de contagem conhecido como quipo, um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos.
Os incas desenvolveram uma arquitetura única. Mesmo se encontrando em uma região montanhosa e de difícil locomoção construíram templos, diques, canais de água, casas, palácios e até observatórios astronômicos de pedra. Usavam o ouro fundido como matéria prima para construir esculturas de animais, passagens cotidianas e a representação dos deuses como elementos da natureza. Porém, com o advento da dominação espanhola, os objetos foram derretidos, transformados em barras de ouro e levados para a Espanha.
O império inca que se encontrava enfraquecido em decorrência de uma guerra civil teve seu fim com a invasão dos espanhóis liderados por Francisco Pizarro.

Curiosidades sobre os incas


  • ·         A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo).
  • ·         Os incas eram especialistas em arte em metais preciosos, principalmente o ouro, que era abundante na região. Isso gerou algumas lendas sobre uma possível cidade ainda escondida, toda feita do metal dourado. O desenho "O Caminho para El Dorado", de 2000, conta a história dessa lenda, mas, no desenho, os protagonistas realmente encontram a tal cidade, enquanto que na vida real isso nunca foi comprovado.
  • ·         Homens casavam aos vinte anos e mulheres aos dezesseis. Eles mesmos escolhiam com quem casar e ao realizarem a cerimônia recebiam terras para morar.
  • ·          No comércio não era utilizada nenhum tipo de moeda, mas sim nas feiras era de costume trocar alimentos por outros alimentos ou receber alimentos em troca de serviços prestados.
  • ·         As conquistas alcançadas deveriam ser retribuídas aos deuses, por meio de sacrifícios humanos, ser sacrificado era considerado uma honra.
  • ·         Domesticaram a lhama e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã, carne e leite. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas.
  • ·         O Império Inca mantinha as regiões conquistadas não só pelo uso da força, mas pela imposição de sua tradição religiosa.

Os povos pré-colombianos: Civilização Asteca


Os astecas habitavam a região do atual México entre os séculos XIV e XVI, ao longo de dois séculos de dominação, os astecas formaram um imponente império contendo mais de quinhentas cidades e abrigando mais de quinze milhões de habitantes. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco.
A sociedade fortemente militarizada era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército, a sucessão dos imperadores astecas não era hereditária de pai para filho, sendo estes eleitos por um consenso entre os membros da nobreza. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas. Havia também escravos que serviam à administração militar e também auxiliavam nas obras públicas. Milhares de artesãos trabalhavam continuamente para construir e manter os templos e palácios.                                                                                            As ruínas astecas indicam muito mais grandeza do que qualidade, e embora sua arquitetura fosse menos refinada que a dos maias os astecas possuíam um sistema de distribuição de água potável através de aquedutos e rede de esgoto.                                                                                         
Os astecas também desenvolveram diversas técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho e pimenta. O comércio também tinha grande importância: a troca comercial geralmente envolvia gêneros agrícolas, artesanato, tecidos, papel, borracha, metais e peles.                                                                                                                                                                         Assim como os maias, estabeleceram a criação de um calendário que organizava a contagem do tempo e também cunharam um sistema de escrita. A escrita dos astecas era dotada de um sistema pictórico que combinava o uso de objetos e figuras e outro hieroglífico, sistematizado por símbolos e sons.                                                                                                                             A chegada do espanhol Hernán Cortés dizimou quase que completamente o império asteca. Além de matar pelo ouro, que existia em abundância entre os astecas, os espanhóis também espalharam doenças. Hoje em dia só restam ruínas do povo asteca, que já foi um dos maiores povos a existir na América antes da chegada dos europeus.

Curiosidades sobre os astecas  

                                                                                     
  • ·         A civilização asteca derivou do povo tolteca e do povo chichimeca, entre outras tribos anteriores.
  • ·         Outra denominação para o povo asteca é "Mexicas" (por isso o nome do atual país, México).
  • ·         A dieta dos astecas era basicamente dominada pelo consumo de pratos feitos a partir do milho. Além disso, consumiam um líquido extraído do cacau, conhecido como xocoalt, uma espécie de ancestral do popular chocolate. Tabaco, algodão, abóbora, feijão, tomate e pimenta também integravam a rica mesa dos astecas.
  • ·         O consumo de algumas carnes era reservado a membros das classes privilegiadas.
  • ·         Eram politeístas, pois acreditavam na existência de vários deuses. Acreditavam na comunicação constante entre os deuses e os humanos. Havia também a crença de que os deuses podiam entrar no corpo das pessoas.
  • ·         O sacrifício humano era uma prática religiosa comum.
  • ·         As cidades só podiam ser construídas em lugares onde uma águia houvesse comido uma cobra em cima de um cacto. Por isso o desenho de uma águia comendo uma cobra na bandeira mexicana.
  • ·         Tinham um artesanato riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas.
  • ·         O imperador asteca Moctezuma II recebeu amigavelmente o espanhol Hernán Cortez em 1519, e tornou-se até aliado do explorador. Isso causou uma revolta popular em 1520, que culminou com a morte de Moctezuma II. O sucessor do trono asteca, Cuauhtémoc, assumiu e só conseguiu resistir à dominação espanhola até 1521.

os povos pré-colombianos: Civilização Maia

Provavelmente a mais antiga das civilizações pré-colombianas, os maias não têm uma única origem nem um idioma comum, nunca chegando a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. Os maias formaram um vasto império formado por várias cidades-estado independentes, essas cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático. A zona urbana era habitada apenas pelos nobres, os sacerdotes, que eram os responsáveis pelos cultos e conhecimentos, e os chefes militares e administradores do império, como os cobradores de impostos. Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesões e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos.
Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império, sua economia se baseava na agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos.
 Os maias possuíam uma arquitetura avançada e ergueram diversas pirâmides, templos e palácios. Assim como os egípcios, usavam uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos), tendo também se destacado na matemática e astronomia.
Quando chegaram ao continente americano, os espanhóis encontraram a sociedade maia em declínio, entretanto os povos maias nunca desapareceram nem mesmo com a chegada dos conquistadores espanhóis e a subsequente colonização, formando ainda hoje populações consideráveis em toda a área antiga maia.

Curiosidades sobre os maias

  • ·          Em seu auge, a civilização maia abrangia mais de quarenta cidades e acredita-se que a população tenha alcançado dois milhões de habitantes.
  • ·         A pedra mais preciosa para os maias era o jade, bastante trabalhado pelos artesãos e modelado principalmente em forma de placas, relevos ou contas de colar.
  • ·         Os maias foram um dos povos precursores da matemática. Eles inventaram um número que equivale a nada, conhecido no nosso tempo como zero.
  • ·         Os maias tinham uma sociedade baseada nas crenças aos deuses da natureza e astros, que seriam responsáveis pelo sucesso na caça, colheita e pela regularidade do clima.
  • ·         Praticavam sacrifícios humanos e faziam oferendas de diversos tipos para os deuses. Os executados nos sacrifícios normalmente eram prisioneiros ou pessoas de baixo escalão.
  • ·         Os calendários maias são alguns dos mais complexos que se tem conhecimento e também os mais precisos.
  • ·         Os maias nunca falaram que o mundo iria acabar em 21 de dezembro de 2012. Esta data apenas marcava o fim de um ciclo completo no calendário.
  • ·         Davam os nomes de seus filhos de acordo com o dia em que eles nasciam. Cada dia do ano tinha um nome feminino e um masculino, e esta era uma tradição seguida fielmente pelos pais.
  • ·         Possuíam um avançado sistema de irrigação.
  • ·         Utilizavam grãos de Cacau como moeda. Por 100 grãos da melhor era possível adquirir um escravo.
  • ·         Mesmo amargando um estado de decadência, conseguiram resistir invasão espanhola até 1546.


A colonização espanhola na America


A conquista da América e a sua colonização foi um empreendimento gigantesco, que se insere no contexto da expansão marítima europeia. A expansão do comércio europeu, a partir do século XV, impeliu várias nações europeias a empreenderem políticas que visassem ampliar o fluxo comercial como forma de fortificar seus estados econômicos. A colonização na América começa com a chegada de Cristóvão Colombo a serviço da coroa espanhola ao continente em 1492. Colombo procurava por um novo caminho para as Índias e ao chegar aqui, estava convencido de que o encontrara. Em sua chegada os espanhóis se depararam com a existência de grandes civilizações como os Incas, os Maias e os Astecas, povos muito desenvolvidos e capazes de elaborar complexas instituições políticas e sociais. Muitas das cidades construídas por esses povos (hoje conhecidos como povos pré-colombianos) superavam em muito as “modernas” cidades europeias, Tenochtitlán, a capital do império asteca, por exemplo, tinha abastecimento de água potável e um sistema esgoto, coisa que não existia em Madri, capital espanhola.
Apesar do fascínio com a descoberta desses novos povos os espanhóis não estavam interessados em uma experiência cultural; em sua busca gananciosa por metais preciosos travaram muitas batalhas contra os habitantes nativos do continente exterminando milhares. Muitos se perguntam como a Espanha foi capaz de impor suas vontades contra as numerosas populações indígenas; para explicar essa questão se devem avaliar os diversos aspectos inerentes. Além da superioridade bélica dos espanhóis que contavam com potentes armas de fogo, os nativos também foram assolados por epidemias de doenças desconhecidas, como tuberculose, varíola, sarampo e gripe, contraídas no contato com os europeus. Outros aspectos determinantes no sangrento processo de dominação foram às alianças consolidadas entre os espanhóis e inúmeros indígenas insatisfeitos com seus governos e posições sociais. Os espanhóis exploraram as rivalidades existentes entre os povos indígenas, facilitando assim sua vitória.